O menino que brincava de ser

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O menino que brincava de ser
Georgina Martins
Ilustrado por Pinky Wainer
Editora DCL
80 páginas

Uma obra pioneira, que discute papéis de gênero. Por que um menino precisa gostar de futebol? Por que ele não pode se fantasiar de bruxa?
Muito bom, aberto, revelando a postura inclusiva que a autora tem como mãe de um filho gay afeminado.

O menino que brincava de ser

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O menino que brincava de ser
Georgina Martins
Ilustrado por Pinky Wainer
Editora DCL
80 páginas
13,5 x 20,5 cm

Comentário de Peter O'Sagae no site Dobras da Leitura:

Dudu é o bom menino que o pai quer ver jogando futebol como um campeão. E Dudu vai e faz um gol, depois outro e mais outro para seu time. No entanto, a vitória é outra e chama-se decisão: não precisa provar nada, nem enganar ninguém que não gosta de bola. O pai pode até bater nele, colocar de castigo, mas ele não vai mais jogar.
Das escolhas que a vida ensina, Dudu tem à frente a mais árdua: ser como é, sem sofrer consigo ou com as provocações do mundo à sua volta. Desde sempre, o menino gostava desta brincadeira, a brincadeira de ser o que a imaginação permite: ora fada, ora bruxa, até mesmo princesa. Meninas não podem ser príncipes, guerreiros e outros personagens valentes?
Podem, mas quem vai entender? A família fica toda armada de preocupações, a professora diz apenas que isso passa, Dudu tem apenas seis anos, o endocrinologista nada encontra de anormal e recomenda outro médico que sabe cuidar de pai e mãe.
Apresentando múltiplos pontos de vista, na interação personagem a personagem, Georgina Martins constrói um discurso narrativo que não receita, nem doutrina comportamentos: deixa a história ser seu próprio caminho e, nela, Dudu irá emancipar-se dos sofrimentos, escolhendo ser o menino de sempre, mesmo quando tem a chance, a seus pés, de passar sob o arco-íris três vezes.
Na quarta de capa, entre os destaques na imprensa, o escritor João Silvério Trevisan escreve:
«O livro é lindamente ilustrado e coloca muitíssimo bem a questão da viagem identitária que provoca tanto exílio em crianças consideradas diferentes.»
Nas ilustrações, Pinky Wainer é primorosa – e o projeto gráfico faz o livro brincando de ser flip book: passando rapidamente as páginas, Dudu parece voar, bailando entre estrelas, brincos, colares, vestindo fantasias sem jamais perder a própria identidade.

Sobre a autora

Georgina Martins nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 8 de junho de 1959. Especialista em Teoria e Crítica da Literatura Infantil e Juvenil e doutoranda em Literatura Brasileira, Georgina é professora do curso de Pós-Graduação em Literatura infantil e juvenil da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e diretora de Produção Cultural da mesma universidade. Coordena projetos de formação de professores das redes estadual e municipal. Estreou na Literatura Infantil em 1999, com o livro O Menino que não se chamava João e a Menina que não se chamava Maria, publicado pela DCL, e desde então lançou mais 16 títulos. Já recebeu uma série longa de prêmios e Todos os amores obteve a distinção de ser incluído no catálogo da Feira do Livro Infantil de Bolonha de 2004.

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