Descrição do produto
Heróis e exílios
Ícones gays através dos tempos
Tom Ambrose
Autêntica Editora
214 páginas
16x23 cm
Nunca foi muito fácil pertencer a uma minoria, e o que se vê ao longo da história é que muitas mulheres e homens homossexuais foram obrigados a mudar de país para exercerem sua sexualidade mais livremente. Até mesmo no século XX, os gays foram frequentemente vistos como pervertidos sexuais, e dezenas de milhares deles foram mandados para o exílio na Sibéria ou para os campos de concentração nazistas nas décadas de 1930 e 1940.
Mesmo com o fim da Segunda Guerra Mundial, e a volta da paz para a maioria dos países, muitas democracias ainda viam com desdém o comportamento homossexual. Escritores como os americanos Paul Bowles e James Baldwin, exilaram-se entre comunidades mais compreensivas ou liberadas sexualmente, tanto na Europa quanto no Norte da África.
Heróis e exílios analisa o exílio gay a partir da experiência de alguns dos homossexuais mais famosos da história, incluindo artistas como o desregrado Benvenuto Cellini, poetas e escritores como Thomas Gray, W. H. Auden e Henry James. Algumas dessas vidas tiveram final trágico, como William Beckford, Lorde Byron e Oscar Wilde, enquanto outros triunfaram no exílio, a exemplo das Damas de Llangollen, que se tornaram as lésbicas mais famosas da Europa.
Com texto envolvente, Tom Ambroise resgata a história dos personagens com minúcias, descreve casos semelhantes da época, cita trechos das obras dos autores e mostra como era a legislação em cada local.
Heróis e exílios – Ícones gays através dos tempos resgata personagens símbolos do homossexualismo ao longo da história
resenha por ADCom Comunicação
Heróis e exílios aborda, fundamentalmente, o destino e as realizações de alguns indivíduos altamente talentosos, homens e mulheres, que se viram exilados por causa de sua homossexualidade.
Entre eles, o artista renascentista italiano Benvenuto Cellini (1500-1571), a Rainha Cristina da Suécia (1629-1689), o poeta romântico inglês Lorde Byron (1788-1824), o dramaturgo irlandês Oscar Wilde (1854-1900), e o novelista americano James Baldwin (1924-1987).
Alguns foram mandados para o exílio; outros escolheram fugir, para escapar à condenação e ao assédio da sociedade em que viviam. Quaisquer que fossem suas razões pessoais para o exílio, todos esses homens e mulheres demonstraram grande coragem ao não permitir que tanto eles próprios, quantos suas criações, fossem vencidos por indivíduos preconceituosos, cujos próprios nomes agora estão esquecidos.
Escrito por Tom Ambrose e com tradução de Elisa Nazarian, a obra mostra o longo período de perseguição e exílio imposto aos homossexuais pela sociedade.
Não apenas a sodomia era um crime grave, punível com a morte, o exílio, ou a prisão, como sua própria menção chocava a sociedade convencional. O exílio de Lorde Byron da Inglaterra, por exemplo, foi causado não pelo conhecimento comum de seus casos de adultério, mas pela revelação, por parte da imprensa, de sua correspondência homoerótica.
O exílio e a desgraça social também foram o preço que o abastado William Beckford (1760-1844), contemporâneo próximo de Byron, teve que pagar quando o conteúdo de suas cartas de amor a um jovem primo foi descoberto. O fato de que, no século XVIII, pessoas como a escritora Anne Lister (1791-1840) e William Beckford fossem bastante corajosas para anotar suas próprias emoções homoeróticas, é uma prova de sua honestidade e coragem.
Atualmente, estamos testemunhando um desejo de encorajar os gays para que assumam um papel totalmente integrado na sociedade moderna. Para aqueles que foram mandados para o exílio, como Lorde Byron, ou aqueles que escolheram o exílio, como o escritor Paul Bowles, suas obras permanecem como prova de seu espírito pioneiro. Suas vidas são, certamente, um testemunho das palavras de Ralph Waldo Emerson: “Não siga por onde o caminho possa conduzir. Vá, ao invés disto, por onde não haja caminho, e deixe uma trilha.”
Tom Abrose é escritor e historiador. Entre seus livros mais recentes, ainda não traduzidos para o português, estão: The Nature of Despotism: From Caligula to Mugabe, the Making of Tyrants (2008), Godfather of the Revolution (2008) e Prinny and his Pals (2009) uma reavaliação da personalidade de George IV.
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