Descrição do produto
Um guia irreverente
Susie Bright
112 páginas
Edições GLS
14 x 21 cm
"Bem, li o livro Sexo entre mulheres. E por favor quem é a SEXpert Lésbica aqui no Brasil?
Amei e confesso que meu primeiro pensamento foi 'nossa como sou careta'... Curti demais certas dicas e já comprei minha caixinha de luvas afinal minha mulher tem unhas grandes e isso me preocupava, não quero sair machucada e muito menos ficar preocupada numa hora dessas, já pênis de silicone eu nunca usei embora tenha algumas fantasias a respeito aliás foi nessa parte da estória onde eu me senti caretésima e também quanto ao sexo grupal. Uau cada estória! Essa Susie gosta mesmo de sexo, ama e quem não ama? Cada uma da sua maneira, não é mesmo? Agora o melhor foi ouvir de minha mulher na cama: - Amei que voce leu esse livro, voce ficou mais excitada!"
Ana Rita T., São Paulo
"O livro é bastante cômico, mas meio fora da realidade."
Taís D. O., Maringá, SP
Esta é uma obra escandalosa. A autora, muito conhecida nos EUA por suas opiniões inteligentes e (extremamente!) desinibidas sobre sexo, aborda com total honestidade o que as mulheres fazem na cama e nas festas, encontros, ao telefone, em boates umas com as outras. Analisa as vantagens e desvantagens de brinquedos sexuais variados, dá divertidas sugestões de como melhor usá-los e o que fazer para tornar o sexo seguro uma prática muito mais prazerosa.
Susie tem o tom irônico de quem consegue rir de si mesma, acabando com o mito de que as lésbicas são mal humoradas e nunca fazem sexo por sexo. Por baixo das brincadeiras, no entanto, está uma mulher que acredita no direito de todas as mulheres ? sexualidade, e que defende com unhas e dentes e ? s vezes também chicotes a liberdade de expressão sexual de cada indivíduo.
É quase impossível ler este livro sem aprender alguma técnica sexualmente útil e sem dar boas risadas.
Trecho
Frisson sobre o ponto G
Querida Susie Sexpert,
Não consigo encontrar meu ponto G, embora tenha procurado em todos os cantos. Nem acreditaria que essa bobagem existe, se minha namorada não atingisse o orgasmo através dele todas as vezes que fazemos amor. Ela adora trepar sendo estimulada nesse local tão especial, e, ao atingir o orgasmo, ela jorra como um extintor de incêndio. Deve ser mesmo muito bom! Por que não consigo achar o meu?
Sofredora de Miami
Querida perdida:
Sua namorada deve ser uma das mulheres mencionadas pela equipe de pesquisa do livro O ponto G, do doutor Beverly Whipple, aquele que deu tanto o que falar. O doutor Whipple, no meio do texto, agradece a um certo grupo de lésbicas de Miami por terem compartilhado suas experiências de ponto G com os médicos curiosos.
Ao mesmo tempo que o livro proporcionou confiança e esclarecimento para as mulheres que chegam ao orgasmo através de penetração vaginal, deixou outras mulheres céticas e preocupadas com relação ? localização e funcionamento deste botão mágico de excitação.
A melhor imagem para descrever esse ponto é, na verdade, uma esponja do tamanho de um feijão, que se enche de sangue durante o período de excitação sexual. Ele também envolve e protege a uretra contra pressões indevidas. Localiza-se a alguns centímetros acima do púbis, diretamente na frente do útero.
Alguns livros apresentam uma visão mais abrangente do ponto G, denominando-o de corpo esponjoso uretral e definindo-o como parte do clitóris. Isso significa que o clitóris não é apenas um botãozinho espiando para fora de um invólucro, mas sim um sistema completo de partes capazes de resposta sexual que se estende internamente ao longo da parede vaginal, envolvendo a uretra e partes da bexiga: tecidos passíveis de ereção, músculos, nervos e vasos sangüíneos.
Conseqüentemente, embora todos os clitóris femininos sejam suscetíveis ? excitação sexual, cada mulher é diferente na forma como gosta de ser excitada. Algumas mulheres gostam de ter a cabeça do clitóris estimulada, outras querem seu ponto G intensivamente massageado, e outras ainda querem ser lambidas no lado esquerdo de seus pequenos lábios! Nossas bocetas são altamente individualizadas. Com certeza você tem o seu ponto G, mas ele pode não ser a sua preferência.
Você vai dizer que sente como se estivesse perdendo o melhor da festa. O velho ditado "a prática leva ? perfeição" aplica-se também ao orgasmo.
Quando estiver sozinha, tente usar um vibrador ou um pênis de silicone para encontrar o seu ponto G. Lembre-se de que não fica muito para dentro, mas é complicado de achar com seus próprios dedos, a não ser que você tenha dedos longos e uma vagina muito curta. Se estiver com uma parceira., peça a ela para introduzir o dedo com você deitada de bruços.
Pressione, friccione, e tamborile com os dedos a porção esponjosa de sua parede vaginal anterior. Sentiu que está com vontade de ir ao banheiro? Ótimo! Continue insistindo nessa sensação, sinta a esponja inchar, ficar maior e mais dura, e imagine que você vai inundar o quarto com seu orgasmo. Muitas mulheres não conseguem passar desse ponto por causa de sua relutância em molhar a cama, fazer sujeira, ou constranger seus parentes. Que pena! É agora ou nunca, já está mais do que na hora de você ter seu próprio, e mais do que merecido, orgasmo através do ponto G.
Algumas mulheres gozam dessa maneira, sem ejacular nada. Outras dizem que ficam tão entretidas com as sensações no clitóris ou no ânus que nem se preocupam em fazer movimentos no ponto G. Mulheres que gozam com ejaculação devem tranqüilizar-se com o fato de esse fluido não é urina, mas sim um substância similar ao sêmen sem esperma.
A intenção pedagógica do livro sobre o ponto G foi provar que mulheres e homens são muito mais semelhantes na sua biologia sexual do que nossa cultura nos faz crer, e eu concordo com os autores. O ponto G/corpo esponjoso uretral é análogo ? próstata masculina, que é uma região que possibilita aos homens chegar ao orgasmo pelo ânus, em vez do pênis.
Sexo não é fascinante? Espero que você em Miami encontre um novo nicho sexual, onde quer que ele esteja.