Descrição do produto
Vange Leonel
144 páginas
Editora Brasiliense
11 x 21 cm
A peça As Sereias da Rive Gauche conta a história de dois livros polêmicos publicados no ano de 1928: O poço da solidão, da inglesa Radclyffe Hall, e Almanaque das senhoras, da americana Djuna Barnes. Eles tinham em comum o tema principal o lesbianismo e suas autoras, além de homossexuais, frequentavam os salões literários de Natalie Barney, conhecida como a Safo de Paris. Sua casa funcionava como ponto de encontro de artistas e diletantes de todo tipo, mas principalmente de artistas lésbicas e bissexuais.
Patrocinadora de jovens talentos, lésbica assumida sem culpas, Natalie advogava de maneira pioneira aquilo que hoje chamamos de orgulho gay.
A peça fala sobre o amor e sobre a paixão lésbica, por meio de aventuras e desventuras amorosas das personagens.
Pesquisando vasto material biográfico e baseando-se nas obras das escritoras que relata, a cantora e escritora Vange Leonel procurou fazer uma reconstituição fiel e divertida dos acontecimentos do ano de 1928.
Resenha assinada por Edson Pedro publicada no site MixBrasil
As Sereias da Rive Gauche
cotação: super
A escritora Radclyffe Hall ficou famosa por ser autora de "O Poço da Solidão", o primeiro romance a ter uma heroína lésbica de bom caráter e descrever a homossexualidade feminina de maneira ousada, a despeito de um certo conservadorismo de sua autora. O livro foi banido da Inglaterra e criou uma polêmica que despertou o interesse pelo tema. Pouco tempo depois a escritora americana Djuna Barnes, também lésbica, lançou o livro "Almanaque das Senhoras", uma espécie de resposta bem-humorada ao livro de Hall, satirizando o círculo de mulheres da qual ela mesma fazia parte, com sua namorada Thelma Wood, a própria Hall, a milionária norte-americana Natalie Barney e tantas outras. Vange Leonel pesquisou a fundo a história dessas mulheres interessantes e apaixonadas, e nos dá, com essa peça, um retrato delicioso das diferentes visões sobre o lesbianismo e o amor. A ação transcorre em 1928, época da publicação dos livros, mas as discussões levantadas pelas protagonistas são incrivelmente atuais. Uma peça que retrata de maneira fiel e oportuna as nuances da homossexualidade feminina, mas que, como frisa a própria Vange, fala sobretudo de amor, questão que está, em sua natureza, além do tempo.
Vange Leonel
Lançou seu primeiro disco "Nau" pela CBS em 1987, quando cantava na banda de rock pesado Nau. Participou com o Nau da coletânea independente "Não São Paulo II", pelo selo Baratos Afins. Em 1991, lançou seu primeiro CD solo "Vange" pela Sony Music, início de sua parceria com a jornalista Cilmara Bedaque. Foi com esse CD que alcançou os primeiros lugares das paradas de sucesso de todo o país com a música "Noite Preta" (Vange Leonel - Cilmara Bedaque), tema de abertura da novela da TV Globo, "Vamp". Participou da coletânea "O Início, o Fim e o Meio", em homenagem a Raul Seixas, também pela Sony. Em 1992, recebeu o Prêmio Sharp de música como revelação de Pop/Rock. Em 1995, lançou o CD "Vermelho", pela gravadora independente Medusa Records.
No mesmo ano de 1995, assumiu publicamente sua homossexualidade e retomou seu contato com o ativismo LGBT (Vange iniciou seu contato com o movimento gay em 1981, quando fez parte do grupo LF - Lésbico Feminista -, formado por lésbicas identificadas com o feminismo). De 1997 a 2000 foi colunista da "Sui Generis", revista mensal de circulação nacional direcionada ao público gay. Atualmente escreve a coluna Bolacha Ilustrada, do e-zine CIO, no site do Mix Brasil e, quinzenalmente, assina a coluna GLS da Revista da Folha, encarte dominical do jornal Folha de S. Paulo.
Em junho de 2000 estreou sua primeira peça, "As Sereias da Rive Gauche", no Centro Cultural São Paulo, com direção de Regina Galdino. Em março de 2006 estreou sua segunda peça, "Joana Evangelista", encenada pelo grupo de teatro "Os Satyros".
Publicou os livros "Lésbicas" (1999), pela editora Velocípede, para adolescentes; "Grrrls - Garotas Iradas" (2001), pela Edições GLS, uma compilação dos textos escritos para a "Sui Generis" e mais textos inéditos [disponível neste site] ; "As Sereias da Rive Gauche" (2002), pela Editora Brasiliense, com o texto integral da peça; "Balada para as Meninas Perdidas" (2003), pelas Edições GLS, seu primeiro romance/ficção [também disponível aqui pela Malagueta].
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