Descrição do produto
Literatura lésbica contemporânea
Lúcia Facco
192 páginas
Edições GLS
14 x 21 cm
"Interessante, gostei da análise da autora sobre literatura lésbica atual no Brasil."
Selma G., Campinas-SP
"Excelente na forma e no conteúdo."
Gabriela A., Rio de Janeiro-RJ
"Sendo sobre literatura lésbica, [o livro] é, ele próprio, literatura lésbica também. Triunfante, Lúcia Facco entra no palco iluminado das autoras lésbicas publicadas. Mas com seu estudo de outras autoras e obras, com suas análises sensíveis, com suas entrevistas superimportantes, o que ela faz sobretudo é prestar uma homenagem ? s pioneiras do gênero em terras brasílicas."
Ítalo Moriconi no prefácio
As heroínas saem do armário tem, desde sua concepção, a marca de uma obra contra todas as correntes. Primeiro, aborda com lucidez e sólidas bases teóricas um tema solenemente ignorada por cânones, críticos e acadêmicos em geral, a literatura lésbica.Segundo, é a dissertação de mestrado mais fora do formato e legível! que alguém poderia produzir dentro de uma universidade brasileira, tendo sido escrita na forma de cartas ficcionais vibrantes que discutem sexo, relações pessoais e preconceitos enquanto analisam autoras e romances lésbicos contemporâneos.
Trecho
Taninha,
Minha médica homeopata, na última vez que a vi, me disse que eu estava com cara de gato que comeu passarinho. É. Comi mesmo. Só que não foi passarinho, foi passarinha. Vou te contar, mas vou poupá-la dos detalhes. A não ser que você insista muito.
Estávamos ali finalmente. Eu e Gabriela, naquele quarto de hotel com cara de esconderijo, no meio de uma tarde de meio de semana. Dia útil. É... Eu estava esperando que fosse útil mesmo. Quanto a ela, se você me perguntar, não saberia dizer os motivos que a levaram até aquele ponto, aquele lugar. Mas os meus motivos, eu sei muito bem. O primeiro, óbvio, foi a curiosidade, o tesão pela própria situação: ir para a cama com uma mulher. O segundo foi a esperança de, com uma tarde inteira de bom sexo, carinho etc, prender aquela mulher maravilhosa, fazer com que pensasse tanto em mim a ponto de me querer, ou melhor, de precisar de mim. E, finalmente, o terceiro: gozar. A palavra orgasmo tinha se tornado para mim uma coisa abstrata, utópica, impossível de ser alcançada na minha situação atual.
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