Descrição do produto
Karina Dias
Editora Malagueta
416 páginas
12x17 cm
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Opiniões de leitoras
"Lendo Aquele dia junto ao mar as vezes me faz pensar 'isso é coisa para adolescente', típica frase de alguém sem coragem, mas me entreguei ao livro e a sua paixão, li em apenas um dia, me fez pensar no 'meu dia junto ao mar' e na minha paixão, que esta comigo a quatro anos.
Me apaixonei por Duda, me senti sexualmente atraída por Gady e tive repulsa por Clau. Me diverti com Dan e chorei no colo de Maria Célia, enfim vivi o livro. A Autora não escreve, e sim desenha com palavras, consegui imaginar cada cenário, cada gesto, cada movimento, pode sentir os sentimentos. Como vc disse a autora tem uma legião de fãs, e não é à toa, ela consegue fazer uma narrativa em primeira pessoa alternando entre duas personagem contando duas historias, de duas pessoas com um sentimento em comum, o amor. Ri, chorei e vibrei a cada pagina virada.
Não vejo a hora de ter a oportunidade de ler mais um livro desta autora, mesmo que não seja na temática gls, pois é muito prazeroso ler um livro onde somos transportados da realidade para ficção."
Luciana, Praia Grande-SP
"Recebi o livro da Karina Dias ontem e terminei de lê-lo hoje de manhã... Nossa, estou meio que suspensa ainda pelas emoções!
Mas mesmo em meio a isso tudo, escrevi algo que gostaria de compartilhar:
Furacão Karina
Visualize a cena: uma garota de vestido indiano, sandália rasteira, mochila grande nas costas e um livro de capa roxa nas mãos. Ela entra num ônibus, senta-se num canto e lê. Imaginou? Ótimo!
Agora pensa numa pessoa chorando. Mas não é qualquer choro não. É aquele choro que você não consegue controlar, aquele choro que vai brotando e caindo quase que feito cachoeira pelo rosto. Pensa numa pessoa soluçando de chorar.
Pois é, não é?! Então... Oi, tudo bem com você? Bom, o fato é que a menina de vestido indiano sentada num canto do ônibus com uma mochila grande no colo, lendo um livro de capa roxa e chorando compulsivamente era eu.
O coletivo estava lotado sim e todo mundo olhava para mim quando soluçava mais alto. Envergonhada? Nenhum pouco. Ignorei aqueles olhares alheios e só enxuguei as lágrimas quando elas turvavam a visão, impossibilitando-me de ler.
É, eu chorava pelo que lia. E daí que todo mundo olhasse estranho? Ninguém sabia porque eu soluçava de chorar; ninguém sabia o que eu estava sentindo; e, principalmente, ninguém ali me poderia consolar.
Faltavam apenas 40 páginas para terminar de ler. As outras 375 eu tinha devorado no dia anterior. Com lágrimas também por algumas vezes. Sabe aquela história que prende você? Quando parece que o livro e você estão conversando, como se você fosse a confidente das personagens? Tornei-me íntima.
Duda e Gaby ou Samantha ou Encrenca. Mas acima de tudo, amor. Amor, superação, transformação, acolhimento, fé, renascimento. Valores e sentimentos universais que permeiam uma história tão ímpar, singular e muito bem escrita por Karina Dias.
Aquele dia junto ao mar me arrebatou. Pelo estilo de narrativa, pelas personagens fortes e tão reais, pelo enredo envolvente, pelas páginas de tesão – palavra que o Word insiste em corrigir (editor frígido!). A autora, com sua escrita, despertou em mim vários sentimentos ao longo das páginas. Entre eles, tesão. Muito!
Tesão pela história, pelas palavras, pelo livro. Verdadeiros orgasmos literários muito bem conduzidos por Karina. Foram 415 páginas de puro deleite que e tocaram no íntimo.
Eu chorei de tristeza sim, de raiva também. Mas, principalmente, de esperança. Como se alguma coisa tivesse sido restaurada aqui dentro. Um choro novo, fresco, de emoção sincera. De amor.
Duda, obrigada por sua fé perseverante no amor, no ser humano. Gaby, obrigada pela coragem, pela ousadia, pelas lições. Dona Maria Cecília, obrigada por ser mãe. Karina, obrigada pelo furacão!
Amei cada pedacinho do livro! A edição está linda e a capa é perfeita!
beijos..."
Brunella França
A autora
Eliana Natividade Carlos escreve sob o pseudônimo Karina Dias. Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 9 de setembro de 1979, mas hoje reside em São Paulo, onde cursa Jornalismo na Universidade Católica São Judas Tadeu. É autora de nove romances e um conto de temática lésbica postados na internet. O presente romance foi publicado em versão um tanto diferente como No ritmo do amor em 2008.
Atualmente colabora para o site Livre Arbítrio www.livrearbitrio.net e seu email é encdias@yahoo.com.br. Já foi votada a autora mais interessante do site Xana in Box e é muito popular nos sites de literatura lésbica.
Trecho
Às dez em ponto eu já estava pronta para atender o primeiro cliente da noite. O sujeito havia pedido champanhe e morangos. Devia ser um daqueles metidos a conquistadores, pensei enquanto retocava o batom diante do espelho em frente à cama.
A campainha tocou enquanto eu ajeitava, pela última vez, os cabelos. Deixei que tocasse mais uma vez, gosto de deixá-los ansiosos. Coloquei a mão na maçaneta. Era uma vez... disse em pensamento. Forcei um sorriso sedutor antes de girar a maçaneta. Abri lentamente a porta, e meu sorriso morreu na mesma hora! Acho que só podia ser um pesadelo!
Duda?! fiquei sem saber o que dizer olhando para aquela criatura diante de mim.
Boa noite, Samantha! disse com um sorriso nos lábios.
Dei passagem, ela entrou. Olhei-a de costas. Os cabelos cor-de-mel molhados estavam um pouco mais escuros, levemente ondulados, e passavam um pouco da altura dos ombros. Senti o cheiro que vinha deles, era tão bom! Ela continuava de costas para mim, observava o local, e eu... observava a ela. Seu jeans escuro marcava as curvas do corpo provavelmente modelado por horas de malhação. Suas pernas, braços, glúteos e barriga não deixavam dúvidas disso. A blusa preta justa salientava os seios médios e realçava a cor da sua pele clara. Ela estava tão sexy! Fiquei perturbada com meus pensamentos. Duda virou-se para mim e pude avaliar suas feições. Delicada, jovem, cheia de vida e esperanças. Tinha os traços finos e seus olhos, da mesma tonalidade dos cabelos, eram muito expressivos. Exibia um sorriso seguro nos lábios rosados e bem delineados. Um sorriso irritantemente seguro. Fitei o decote saliente de sua blusa e logo subi o olhar, encarando o mel dos seus olhos.
Maria Eduarda! Seu dinheiro não é bem-vindo! despejei de imediato, encarando-a fixamente. Na verdade, o que eu queria naquele momento era que ela fosse embora, para não ter de admitir o quanto eu estava atraída por aquela menina.
Ah, é? sorriu irônica. Seu patrãozinho adorou o meu dinheiro, Gabri... Samantha! caminhou até a cama, sentou-se, e eu fiquei observando os seus gestos. Ela passou as mãos pelos lençóis. Por que você não cobra por hora? perguntou com naturalidade. Sua tranquilidade me causou calafrios.
O quê?.
Todas cobram por hora, menos você. O cliente goza e o programa acaba? seu tom de voz calmo me fez ficar irritantemente insegura. Ela não podia dominar a situação dessa forma. Era eu quem conduzia as perguntas, e ditava as regras! Não poderia ser diferente. Era apenas uma cliente diante de mim, não era? Resolvi entrar no jogo de Maria Eduarda. Era um programa o que aquela abusada queria? Pois bem! Ela iria aprender de uma vez por todas que não devia se meter com uma mulher feito eu.
Aproximei-me de onde ela estava sentada e posicionei-me diante dela. Afastei suas coxas e apoiei meu joelho sobre a cama, bem no meio de suas pernas. Ela me olhou nos olhos, senti-me onipotente novamente. Duda, agora, era uma menininha assustada, babando de desejo. Isso me divertia. Empurrei-a pelos ombros para que deitasse. Segurei seus pulsos sobre a cabeça e deixei meu corpo cair lentamente sobre o dela. Sua respiração ofegante batia em meu rosto. Seus olhos não desviavam dos meus. Senti arrepios percorrendo as minhas costas. Minha coxa continuava no meio de suas pernas, sentindo o seu calor.
Não transo com qualquer um sussurrei olhando-a nos olhos. Molhei os lábios com a ponta da língua, só então ela desviou o olhar e acompanhou o meu gesto. Como num reflexo, Duda mordeu o seu lábio inferior. Isso era um sinal de que eu estava tendo êxito. Sorri pelo cantinho da boca: Gozou, o programa acaba. Posso me dar ao luxo de fazer desse jeito terminei a frase e mordi suavemente o seu pescoço.