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A editora Brejeira Malagueta foi um projeto de um grupo de mulheres, tendo à frente Hanna Korich e Laura Bacellar, que teve início em agosto de 2008 e durou até 2015.
A ideia era dar voz às lésbicas, que em geral não encontram muitas editoras interessadas em publicar obras com esta temática específica. Em 2007, por exemplo, ano anterior à nossa vinda ao mundo, nenhum único título que abordasse o lesbianismo foi publicado no Brasil, traduzido ou nacional, entre os mais de vinte mil novos títulos lançados aquele ano. Há apenas uma centena de títulos em catálogo que falam de mulheres homossexuais, entre mais de quatro milhões de obras disponíveis no mercado...
Publicamos dez títulos (que se encontram à venda aqui no site) de autoras brasileiras, dois de não-ficção e oito histórias de amor em que é possível a felicidade das personagens homossexuais.

Achamos importante tanto falar de lésbicas de maneira aberta, sem discriminação, quanto imaginar alternativas de vida possíveis e felizes. Afinal, nada acontece sem que antes tenha sido imaginado, e se queremos que mulheres homossexuais sejam cidadãs plenas, temos que antes imaginá-las assim.
Fizemos todo o possível para divulgar essa cultura que acreditamos tão necessária: mais de cinquenta eventos gratuitos, em várias cidades do Brasil, para o qual convidamos escritoras lésbicas não só publicadas por nós como por outras editoras e autopublicadas para falar de suas obras e ler trechos.
Convidamos as mulheres presentes a participarem e lerem seus próprios textos em saraus variados.
Fizemos 60 programas de entrevistas e comentários sobre todo tipo de produção cultural lésbica, o canal As Brejeiras.
Convidamos a encontros e discussões em nossa sede em São Paulo. Fizemos brincadeiras e provocações, como participar da Off Flip por dois anos e montar um festival de literatura lésbica na pequena cidade mineira de Gonçalves, também por dois anos.
Só que querer que uma editora de literatura lésbica dê retorno suficiente para se manter talvez seja uma ideia romântica demais para este momento.
Não conseguimos sustentar a editora, ainda que tivéssemos fãs e amigas que muito nos ajudaram.

Assim, vamos dar uma pausa em nossas atividades, na esperança de que as mudanças que estão em curso no Brasil continuem e que venhamos a ter uma cultura diversa e inclusiva, que acolha e sustente artistas e escritores lgbt.
Temos fé que muita gente vai fazer coisas lindas também! As lésbicas, afinal de contas, têm fogo nas veias e coragem de montão, a começar por Cassandra Rios, que apostou a vida em histórias de grande visibilidade para nós todos.
Temos esperança de que daqui a pouco tempo alguma jovem fique indignada de não ter livros como gostaria de ler e que inicie uma editora fantástica, cheia de personalidade, que caia no agrado de outras jovens leitoras...
Estamos na torcida, vão lá garotas do século 21!
E você que nos lê, por favor atente: quando aparecer algo dirigido a você, feito por uma lésbica que se esforçou em escrever ou criar ou lançar, dê seu apoio. Compre, divulgue, elogie. Só assim haverá mais cultura para nós.

 

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