Lota Macedo Soares e Elizabeth Bishop foram um casal dos mais interessantes a circular pelo Rio de Janeiro nos anos 1950. Lota envolveu-se na criação do Aterro do Flamengo, enquanto Bishop foi uma poeta premiada com o Pulitzer. As duas viveram juntas um grande amor em seu sítio em Petrópolis, naquele espaço entre o admitido e o oculto da alta sociedade de que faziam parte. Em Invenções de si em histórias de amor: Lota & Bishop, a autora conta essa história e muito do que acontecia em volta, descrevendo a cidade maravilhosa daqueles anos e os ambientes onde as lésbicas transitavam. Uma bela contribuição à história das mulheres que amam mulheres, como diz James Green no prefácio. Em Flores raras e banalíssimas, o já clássico relato de Camen Oliveira agora em nova edição, acompanhamos as duas interessantes mulheres se conhecendo e apaixonando enquanto trabalham e viajam. Duas biografias imperdíveis!
Malagueta no jornal Estado de Minas
O jornal Estado de Minas publicou uma matéria de três páginas, incluindo a capa do caderno Bem Viver do domingo, dia 24 de janeiro de 2010, falando do livro de Edith Modesto, Entre mulheres, da escritora Karina Dias e da Editora Malagueta. Incluiu alguns depoimentos interessantes, dê uma conferida. Ficamos felizes em ver mais um jornal conservador nos tratando com respeito.
Amor entre mulheres
Relações homossexuais ainda são tabu na sociedade, mas cada vez mais organizações não governamentais, editoras e grupos de gays, lésbicas e simpatizantes estão se mobilizando por Déa Januzzi
Bom, na verdade essa matéria é mais sobre o casal malagueta do que sobre a editora mas vá lá, divulgaram um pouco nossa cultura na revista Bárbara de março de 2010. Um tempero na literatura ELAS SÃO BEM-RESOLVIDAS, SEGURAS E FELIZES, JUNTAS. A HISTÓRIA DE QUEM TRANSFORMA O AMOR ENTRE IGUAIS EM OBRAS DE CABECEIRA Por Taís Lambert
A Editora Malagueta é a primeira e única na América Latina a lançar livros com conteúdo voltado para mulheres homossexuais. Idealizada e dirigida por Hanna Korich, 52 anos, e Laura Bacellar, 49 anos, que vivem uma relação homoafetiva há cinco anos, a Malagueta publica romances, contos e ensaios escritos por mulheres e para mulheres, com a perspectiva de quem pertence a uma minoria. Mas as fundadoras avisam: “A gente foca nas lésbicas leitoras para não ficar explicando o básico, mas claro que heterossexuais, pansexuais, seres avessos a rótulos, homens de todas as orientações, marcianos e venusianas são muito bem-vindos para ler as obras da Malagueta”.
Leitoras e a editora Laura Bacellar falam de suas impressões ao ler a autora de Aquele dia junto ao mar, do qual Karina Dias interpreta um trecho.
Lançamento de Karina Dias
A Editora Malagueta terminou o ano com o lançamento de Aquele dia junto ao mar, de Karina Dias, que autografou seu livro na Livraria Cultura da avenida Paulista no dia 17 de dezembro. Apesar da chuva torrencial, as amigas e leitoras compareceram, criando um clima de festinha de confraternização muito simpático e descontraído. Faltou trocar o vinho branco por chope, talvez... Agradecemos a todas e todos os que foram até lá comprimentar a jovem autora e prestigiar o quarto livro da Editora Malagueta. No ano que vem tem mais!
No dia 6 de fevereiroaconteceuna Livraria Café com Verso (a foto é a vista da janela) em Gonçalves, Minas Gerais, a Conversa sobre Literatura Lésbica na Serra. O dia estava lindo, ensolarado, e vieram mulheres de longe e de perto para prestigiar a Malagueta e Karina Dias: Rio de Janeiro (!), São Paulo, Amparo, Pouso Alegre e da própria Gonçalves. Ficamos conversando até o anoitecer, entre leituras de trechos e comentários das moças presentes, sobre a importância da literatura para a formação de uma identidade lésbica feliz. Depois, várias esticaram o programa na Kitanda, um restaurante delicioso de comida mineira como se deve. Se você passar por Gonçalves, não deixe de visitar a Livraria Café com Verso, da simpaticíssima Andréia, que mantém um acervo bem variado de livros gls.
Aconteceu no dia 21 de novembro, sábado, na Livraria Cultura um encontro de várias tribos de todas as idades para falarmos de escritoras novas e relembrarmos as antigas, organizado pela Editora Malagueta e pelo site Livre Arbítrio. Apesar do pouco espaço para tantas mulheres, a conversa aconteceu de forma descontraída e várias das meninas leram trechos de suas obras ou poemas. Houve uma demonstração clara de que há necessidade de mais oportunidades de encontros como este, para que as pessoas possam entrar em contato com a cultura lésbica e as mulheres que a fazem. Todas as fotos que publicamos aqui foram tiradas por Stella Couto, que gentilmente as cedeu à Malagueta.
Matéria super simpática escrita por Ciça Vallerio e publicada no jornal O Estado de S.Paulo de domingo, dia 15 de novembro de 2009, no Suplemento Feminino. Olhe só que bacana um jornal que costumava ser tão conservador dando espaço para lésbicas!
Uma editora engajada
O primeiro e único selo editorial da América do Sul especializado em publicações para lésbicas completa um ano
PIONEIRISMO – Hanna (esquerda) e Laura comemoram o lançamento do quarto livro da Malagueta
A Malagueta é um empreendimento de lésbicas para lésbicas. Este é o mote da única editora da América do Sul que publica livros voltados só para mulheres homossexuais. Após um ano de existência do negócio, as sócias Laura Bacellar e Hanna Korich se preparam para lançar este mês o quarto título e comemorar o resultado dessa empreitada. "Já participamos de várias feiras do livro, fizemos encontros literários em muitos estados, firmamos parcerias com livrarias independentes e, o mais importante, estamos contribuindo para a ampliação da cultura lésbica, que é uma maneira de erradicar o preconceito", avisa Laura, de 49 anos, respeitada profissional do mercado editorial, com passagens pelas principais editoras do País. Foi ela que lançou o selo GLS, criado dentro da Summus, e o primeiro do País dedicado às minorias sexuais. Quando Laura fala em "ampliar a cultura lésbica" significa aumentar a visibilidade das homossexuais para que essas mulheres possam ser aceitas cada vez mais pela sociedade e por elas próprias. "Ao contrário dos homens gays, fomos ensinadas a ficar quietas", ressalta. "Mas a nova geração já começa a mudar isso, tornando-se menos invisível. Mesmo assim, tudo o que é produzido na nossa cultura só é pensado para as mulheres heterossexuais, apesar de pesquisas do porte do Relatório Kinsey revelarem que 10% das mulheres são lésbicas."