A coluna de Heloísa Tolipan de 29 de março de 2010 noticiou nosso sarau em Copacabana e falou um pouco com Karina Dias, que lançou Aquele dia junto ao mar em sua cidade natal. Confira.
 Egidio Bruno, dono da livraria Bolívar, Karina Dias e Laura Bacellar
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 O jornal Estado de Minas publicou uma matéria de três páginas, incluindo a capa do caderno Bem Viver do domingo, dia 24 de janeiro de 2010, falando do livro de Edith Modesto, Entre mulheres, da escritora Karina Dias e da Editora Malagueta. Incluiu alguns depoimentos interessantes, dê uma conferida. Ficamos felizes em ver mais um jornal conservador nos tratando com respeito.
Amor entre mulheres
Relações homossexuais ainda são tabu na sociedade, mas cada vez mais organizações não governamentais, editoras e grupos de gays, lésbicas e simpatizantes estão se mobilizando por Déa Januzzi
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Bom, na verdade essa matéria é mais sobre o casal malagueta do que sobre a editora mas vá lá, divulgaram um pouco nossa cultura na revista Bárbara de março de 2010.
Um tempero na literatura ELAS SÃO BEM-RESOLVIDAS, SEGURAS E FELIZES, JUNTAS. A HISTÓRIA DE QUEM TRANSFORMA O AMOR ENTRE IGUAIS EM OBRAS DE CABECEIRA Por Taís Lambert

A Editora Malagueta é a primeira e única na América Latina a lançar livros com conteúdo voltado para mulheres homossexuais. Idealizada e dirigida por Hanna Korich, 52 anos, e Laura Bacellar, 49 anos, que vivem uma relação homoafetiva há cinco anos, a Malagueta publica romances, contos e ensaios escritos por mulheres e para mulheres, com a perspectiva de quem pertence a uma minoria. Mas as fundadoras avisam: “A gente foca nas lésbicas leitoras para não ficar explicando o básico, mas claro que heterossexuais, pansexuais, seres avessos a rótulos, homens de todas as orientações, marcianos e venusianas são muito bem-vindos para ler as obras da Malagueta”.
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Matéria super simpática escrita por Ciça Vallerio e publicada no jornal O Estado de S.Paulo de domingo, dia 15 de novembro de 2009, no Suplemento Feminino. Olhe só que bacana um jornal que costumava ser tão conservador dando espaço para lésbicas!
Uma editora engajada
O primeiro e único selo editorial da América do Sul especializado em publicações para lésbicas completa um ano
PIONEIRISMO – Hanna (esquerda) e Laura comemoram o lançamento do quarto livro da Malagueta
A Malagueta é um empreendimento de lésbicas para lésbicas. Este é o mote da única editora da América do Sul que publica livros voltados só para mulheres homossexuais. Após um ano de existência do negócio, as sócias Laura Bacellar e Hanna Korich se preparam para lançar este mês o quarto título e comemorar o resultado dessa empreitada. "Já participamos de várias feiras do livro, fizemos encontros literários em muitos estados, firmamos parcerias com livrarias independentes e, o mais importante, estamos contribuindo para a ampliação da cultura lésbica, que é uma maneira de erradicar o preconceito", avisa Laura, de 49 anos, respeitada profissional do mercado editorial, com passagens pelas principais editoras do País. Foi ela que lançou o selo GLS, criado dentro da Summus, e o primeiro do País dedicado às minorias sexuais. Quando Laura fala em "ampliar a cultura lésbica" significa aumentar a visibilidade das homossexuais para que essas mulheres possam ser aceitas cada vez mais pela sociedade e por elas próprias. "Ao contrário dos homens gays, fomos ensinadas a ficar quietas", ressalta. "Mas a nova geração já começa a mudar isso, tornando-se menos invisível. Mesmo assim, tudo o que é produzido na nossa cultura só é pensado para as mulheres heterossexuais, apesar de pesquisas do porte do Relatório Kinsey revelarem que 10% das mulheres são lésbicas."
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 Laura Bacellar e Hanna Korich dão entrevista à Rádio Cultura Brasil, de São Paulo. Falam por quase meio hora sobre a pimenta literária no programa Galeria, comandado pelo super simpático Alexandre Ingrevallo. Ouça aqui.

Saiu uma reportagem simpática na revista IstoÉ de 30 de setembro de 2009, na seção comportamento, assinada pela jornalista Verônica Mambrini, que menciona a pimenta literária e nossa próxima autora, Karina Dias. Confira.
No mundo das lésbicas
Nas baladas e eventos de mulheres homossexuais se constata que elas querem um espaço próprio, independente dos homens gays
A DJ Nina Lopes, 37 anos, toca todo sábado na primeira festa fixa voltada para lésbicas de São Paulo. "De um ano para cá, teve um boom de baladas para mulher. Temos eventos de sexta e sábado toda semana e outros esporádicos, uma vez por mês ou a cada 15 dias", conta. Alguns chegam a atrair 2,5 mil pessoas. Nas baladas para mulheres homossexuais, a paquera é sutil. Em vez de abordagens agressivas, as meninas dançam coladas, lançam olhares, esperam uma resposta. Na Superdyke, festas homossexuais femininas, no UltraClub, onde Nina comanda o som, o público está na casa dos 20 anos. Se em lugares públicos namoradas nem sequer podem dar a mão despreocupadamente, lá, casais dão beijos apaixonados. Na pista, garotas dançam bem perto, encaixando os corpos, numa liberdade difícil de imaginar numa festa heterossexual. As atrações da pista são o ponto alto da noite, com shows de gogo dancers e strippers - moças se aglomeram ao redor do palco e gritam, assoviam. No lounge, casais namoram, conversam e dão risada, como se estivessem em bancos de parque, mas sob a proteção das quatro paredes da casa. As lésbicas querem um espaço só delas.
"Quando se fala em movimento gay, as pessoas nem pensam em mulheres. Então é um jeito de dizer que existimos" Karina Dias, escritora
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Em 2 de dezembro de 2009 saiu essa matéria simpática no site da Pequenas Empresas Grandes Negócios.
Editora brasileira lança títulos voltados para o público lésbico
A Malagueta surgiu em 2008 e já produziu três títulos, além de vender obras de literatura lésbica de outras editoras
Por Rafael Farias Teixeira
Alguns dos títulos vendidos na loja virtual da Editora Malagueta.
Era uma vez um grupo de amigas lésbicas que não tinham muitos “era uma vez” lésbicos para ler no dia a dia. Decidiram se juntar, então, e formar uma editora que publicasse obras voltadas para esse público. Sob a direção de Laura Bacellar, 49 anos, formada em editoração pela Universidade de São Paulo, a Editora Malagueta abriu suas portas – virtuais – em 2008. “Fazemos parte de uma minoria, mas não uma minoria pequena”, afirma Laura, que acredita que o L da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) não receba a mesma atenção que os gays do sexo masculino. “O público lésbico ainda é invisível. As pessoas têm dificuldade em aceitar que ele existe. Os gays aparecem mais e isso não é demérito. Eles conquistaram esse espaço.” Para mudar isso, a Malagueta procura levar autoras conhecidas do gênero da internet para o meio impresso, além de promover eventos que discutam o tema. “Existe cultura lésbica. E pessoas pensando nessa cultura”, diz Laura. “Nós queremos abrir um espaço maior para que mais pessoas conheçam esse universo.” Além de lançar títulos originais – a editora já possui três publicados – a Malagueta comercializa livros de literatura lésbica de outras editoras em sua loja online. No dia 17 deste mês (quinta-feira), lançará sua quarta obra, “Aquele dia junto ao mar”, da autora Karina Dias, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, a partir das 18h30. A trama acompanha a tumultuada história de amor de Duda, uma estudante de educação física, e Gabriela, uma garota de programa complicada e cheia de más companhias.
Matéria publicada no jornal O Globo edição especial da FLIP 2009, enviada por Melina Dalboni no dia 4.7.2009| 7h40m
De mulher para mulher, a literatura lésbica na Flip 2009
Mariana Cortez, de 28 anos, é escritora. Morena, magra, cabelos enrolados, ela fala baixo e pausadamente. Desde 2003, publica na internet textos de literatura lésbica. Num bar em Paraty, ao lado da namorada, fala da dificuldade de conseguir uma editora. Seu próximo trabalho, sobre duas mulheres que se conheceram num voo para Madri, sairá até o fim do ano — pela primeira vez impresso em livro. — Já mandei originais para muitas editoras. Eles eram recusados sob a alegação de que o público não consumiria — conta. Quando começou, Mariana, que, na verdade, se chama Ana Paula, optou por um pseudônimo, mantido até hoje porque foi com ele que conquistou fãs. Seu próximo texto será lançado pela editora paulista Malagueta, especializada em livros escritos por lésbicas.
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