PostHeaderIcon Lúcia Facco, uma lésbica que escreve

lucia faccopor Laura Bacellar

Conheço a Lúcia faz já uns bons anos e fico feliz de ter-me tornado amiga dela. Mas não é como amiga que falo aqui e sim como editora profissional. Publiquei o primeiro livro dela pelas Edições GLS em 2004, As heroínas saem do armário, que me deixou espantadíssima: foi a primeira dissertação de mestrado completamente legível que vi na vida! Parece um romance de tão interessante, inacreditável.
E é isso o que a Lúcia consegue fazer sempre, unir a seriedade acadêmica de quem lé e pesquisa antes de emitir opiniões, aí soltar um texto cortante, acessível, provocador. Quem não acredita que leia o capítulo sobre a “Mulher-falo” nessa obra, que a Lúcia lê com o maior prazer em locais públicos, chocando ouvintes ao soltar a dúvida sobre por que o líquido lubrificante produzido pela vagina da mulher não tem nome popular, como a porra.
A Lúcia é ótima porque instiga mesmo, convida a pensar. E é lésbica assumidíssima, com nome e sobrenome. E escreve um monte, é a lésbica mais publicada da literatura nacional. Confira só o que ela já escreveu e o que ela fala sobre escrita lésbica:

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PostHeaderIcon Para abrir a cabeça

Três livros novos e bacanas, ótimas referências para mulheres inteligentes:
as lesbicas
As lésbicas - mitos e verdades Uma análise cheia de informações ricas e saborosas sobre preconceitos, mitos e bobagens que se repetem há séculos sobre as mulheres que amam mulheres. Uma obra inteligente que contribui para aumentar o conhecimento (hiper escasso) sobre a homossexualidade feminina em nossas letras.

era_uma_vez_um_casal_diferente
Era uma vez um casal diferente Para mães lésbicas, aqui está uma ajuda preciosa para orientar a indicação de leituras para os filhos e se contrapor à enxurrada de preconceitos repetidos diariamente em nossas escolas. Escrita pela super versátil e inteligente Lúcia Facco, esta obra discute como a educação literária de crianças e adolescentes pode diminuir o preconceito e a discriminação, indicando os títulos que trabalham a temática de forma adequada.


mulheres_de_virginia_woolf

Virginia Woolf é aquela sensacional escritora inglesa que rompeu com as convenções literárias da era vitoriana, criando obras marcantes como Mrs Dalloway (inspirador do filme As horas), Viagem ao farol e o clássico Orlando, no qual a personagem vai mudando de sexo conforme as épocas.
Na biografia As mulheres de Virginia Woolf temos uma interessante investigação das familiares, amigas e amantes da grande escritora, fazendo uma ligação entre os relacionamentos que viveu e as obras que produziu.
Para quem gosta de literatura e de Virginia Woolf, um prato irresistível, porque o ritmo é ágil e a autora não foge de assunto nenhum, entregando inclusive o agitado caso de amor entre Virginia e a conquistadora Vita Sackville-West, que serviu de modelo para o personagem Orlando.

 

PostHeaderIcon Lota e Bishop em duas versões

invencoes_de_siLota Macedo Soares e Elizabeth Bishop foram um casal dos mais interessantes a circular pelo Rio de Janeiro nos anos 1950. Lota envolveu-se na criação do Aterro do Flamengo, enquanto Bishop foi uma poeta premiada com o Pulitzer. As duas viveraflores_rarasm juntas um grande amor em seu sítio em Petrópolis, naquele espaço entre o admitido e o oculto da alta sociedade de que faziam parte.
Em Invenções de si em histórias de amor: Lota & Bishop, a autora conta essa história e muito do que acontecia em volta, descrevendo a cidade maravilhosa daqueles anos e os ambientes onde as lésbicas transitavam. Uma bela contribuição à história das mulheres que amam mulheres, como diz James Green no prefácio.
Em Flores raras e banalíssimas, o já clássico relato de Camen Oliveira agora em nova edição, acompanhamos as duas interessantes mulheres se conhecendo e apaixonando enquanto trabalham e viajam. Duas biografias imperdíveis!
 

PostHeaderIcon Malagueta no jornal Estado de Minas

copas_damaespadas_damaO jornal Estado de Minas publicou uma matéria de três páginas, incluindo a capa do caderno Bem Viver do domingo, dia 24 de janeiro de 2010, falando do livro de Edith Modesto, Entre mulheres, da escritora Karina Dias e da Editora Malagueta.
Incluiu alguns depoimentos interessantes, dê uma conferida. Ficamos felizes em ver mais um jornal conservador nos tratando com respeito.



Amor entre mulheres

Relações homossexuais ainda são tabu na sociedade, mas cada vez mais organizações não governamentais, editoras e grupos de gays, lésbicas e simpatizantes estão se mobilizando
por
Déa Januzzi

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PostHeaderIcon Malagueta na revista Bárbara

Bom, na verdade essa matéria é mais sobre o casal malagueta do que sobre a editora mas vá lá, divulgaram um pouco nossa cultura na revista Bárbara de março de 2010.

Um tempero na literatura
ELAS SÃO BEM-RESOLVIDAS, SEGURAS E FELIZES, JUNTAS. A HISTÓRIA DE QUEM TRANSFORMA O AMOR ENTRE IGUAIS EM OBRAS DE CABECEIRA
Por Taís Lambert
rev_barbara


A Editora Malagueta é a primeira e única na América Latina a lançar livros com conteúdo voltado para mulheres homossexuais. Idealizada e dirigida por Hanna Korich, 52 anos, e Laura Bacellar, 49 anos, que vivem uma relação homoafetiva há cinco anos, a Malagueta publica romances, contos e ensaios escritos por mulheres e para mulheres, com a perspectiva de quem pertence a uma minoria. Mas as fundadoras avisam: “A gente foca nas lésbicas leitoras para não ficar explicando o básico, mas claro que heterossexuais, pansexuais, seres avessos a rótulos, homens de todas as orientações, marcianos e venusianas são muito bem-vindos para ler as obras da Malagueta”.

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PostHeaderIcon Opiniões sobre Karina Dias

Leitoras e a editora Laura Bacellar falam de suas impressões ao ler a autora de Aquele dia junto ao mar, do qual Karina Dias interpreta um trecho.

 

PostHeaderIcon Lançamento de Karina Dias

leitoras_e_amigas_5A Editora Malagueta terminou o ano com o lançamento de Aquele dia junto ao mar, de Karina Dias, que autografou seu livro na Livraria Cultura da avenida Paulista no dia 17 de dezembro.
Apesar da chuva torrencial, as amigas e leitoras compareceram, criando um clima de festinha de confraternização muito simpático e descontraído. Faltou trocar o vinho branco por chope, talvez...
Agradecemos a todas e todos os que foram até lá comprimentar a jovem autora e prestigiar o quarto livro da Editora Malagueta.
No ano que vem tem mais!

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PostHeaderIcon Malagueta em Gonçalves

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No dia 6 de fevereiro aconteceu na Livraria Café com Verso (a foto é a vista da janela) em Gonçalves, Minas Gerais, a Conversa sobre Literatura Lésbica na Serra. O dia estava lindo, ensolarado, e vieram mulheres de longe e de perto para prestigiar a Malagueta e Karina Dias: Rio de Janeiro (!), São Paulo, Amparo, Pouso Alegre e da própria Gonçalves. Ficamos conversando até o anoitecer, entre leituras de trechos e comentários das moças presentes, sobre a importância da literatura para a formação de uma identidade lésbica feliz. Depois, várias esticaram o programa na Kitanda, um restaurante delicioso de comida mineira como se deve.
Se você passar por Gonçalves, não deixe de visitar a Livraria Café com Verso, da simpaticíssima Andréia, que mantém um acervo bem variado de livros gls.

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PostHeaderIcon Lésbicas: escritoras brasileiras

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Aconteceu no dia 21 de novembro, sábado, na Livraria Cultura um encontro de várias tribos de todas as idades para falarmos de escritoras novas e relembrarmos as antigas, organizado pela Editora Malagueta e pelo site Livre Arbítrio. Apesar do pouco espaço para tantas mulheres, a conversa aconteceu de forma descontraída e várias das meninas leram trechos de suas obras ou poemas. Houve uma demonstração clara de que há necessidade de mais oportunidades de encontros como este, para que as pessoas possam entrar em contato com a cultura lésbica e as mulheres que a fazem.
Todas as fotos que publicamos aqui foram tiradas por Stella Couto, que gentilmente as cedeu à Malagueta.

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PostHeaderIcon Malagueta em O Estado de S.Paulo

Matéria super simpática escrita por Ciça Vallerio e publicada no jornal O Estado de S.Paulo de domingo, dia 15 de novembro de 2009, no Suplemento Feminino. Olhe só que bacana um jornal que costumava ser tão conservador dando espaço para lésbicas!

Uma editora engajada

O primeiro e único selo editorial da América do Sul especializado em publicações para lésbicas completa um ano

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PIONEIRISMO – Hanna (esquerda) e Laura
comemoram o lançamento do quarto livro da Malagueta
A Malagueta é um empreendimento de lésbicas para lésbicas. Este é o mote da única editora da América do Sul que publica livros voltados só para mulheres homossexuais. Após um ano de existência do negócio, as sócias Laura Bacellar e Hanna Korich se preparam para lançar este mês o quarto título e comemorar o resultado dessa empreitada.
"Já participamos de várias feiras do livro, fizemos encontros literários em muitos estados, firmamos parcerias com livrarias independentes e, o mais importante, estamos contribuindo para a ampliação da cultura lésbica, que é uma maneira de erradicar o preconceito", avisa Laura, de 49 anos, respeitada profissional do mercado editorial, com passagens pelas principais editoras do País. Foi ela que lançou o selo GLS, criado dentro da Summus, e o primeiro do País dedicado às minorias sexuais.
Quando Laura fala em "ampliar a cultura lésbica" significa aumentar a visibilidade das homossexuais para que essas mulheres possam ser aceitas cada vez mais pela sociedade e por elas próprias. "Ao contrário dos homens gays, fomos ensinadas a ficar quietas", ressalta. "Mas a nova geração já começa a mudar isso, tornando-se menos invisível. Mesmo assim, tudo o que é produzido na nossa cultura só é pensado para as mulheres heterossexuais, apesar de pesquisas do porte do Relatório Kinsey revelarem que 10% das mulheres são lésbicas."

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