Karina Dias convida para o lançamento de seu livro Diário de uma garota atrevida, que vai acontecer no sarau das brejeiras / leskontro dia 19 agora. Prepare-se!
Toda maneira de amor vale a pena
A jornalista Bety Orsini, do Globo, lançou uma obra para lá de simpática contando vinte casos verdadeiros de gays e lésbicas -- alguns mais conhecidos por terem passado pela mídia -- que foram alvo de preconceito mas encontraram um jeito de dar a volta por cima: Toda maneira de amor vale a pena. Sempre é bom ler relatos positivos, que veem o melhor na vida apesar das dificuldades e obstáculos. Inspire-se!
As Brejeiras 40
Nesse programa número 40 falamos daquilo que é importante para nós: a emoção de ler literatura lésbica. A autora Karina Dias e a leitora Fernanda Thiemi comentaram.
Sarau das brejeiras e Leskontro no Rio de Janeiro dia 19 de maio
Lá vamos nós para a cidade maravilhosa! Que tal um encontro com um monte de autoras e leitoras lésbicas no Centro Cultural Banco do Brasil? Naquele prédio lindo lá no centro do Rio de Janeiro? Dia 19 de maio, sábado, das 16 às 20h30, vamos promover mais um sarau das brejeiras e abrir espaço para nossas parceiras do site Parada Lésbica para um Leskontro cultural. Karina Dias, autora de Aquele dia junto ao mar, vai falar de seu segundo livro, Diário de uma garota atrevida, e dar autógrafos. Ana Paula El-Jaick, autora de Faz duas semanas que meu amor, Naomi Conte, autora de A livraria da esquina, Isa Mara Lando, tradutora de Loucas noites, 50 poemas de Emily Dickinson, Lúcia Facco, autora de Lado B, As guardiãs da magia e Frente e verso, além das brejeiras Hanna Korich e Laura Bacellar, vão falar de suas obras, ler trechos e comentar sobre literatura lésbica em geral. Del Torres e Helena Paix vão levantar temas fortes discutidos no site Parada Lésbica. E no final teremos um pocket show para alegrar o dia. Vamos lá? Promete ser agitadíssimo.
Sarau das brejeiras e Leskontro cultural dia 19 de maio, sábado, das 16 às 20h30 Centro Cultural Banco do Brasil Rua Primeiro de Março, 66 sala 26, quarto andar Centro, Rio de Janeiro
A autora do super sucesso Aquele dia junto ao mar, que chega à segunda tiragem, lançou também o delicioso Diário de uma garota atrevida, a história de uma adolescente que vai descobrindo seus desejos por outras meninas. Se você gosta de histórias ágeis, sensuais, com aquela cara-de-pau simpática das cariocas legítimas, não dá para ficar sem ler Karina Dias.
Histórias românticas
A Brejeira Malagueta tem o maior catálogo de obras românticas, veja algumas.
Livros em oferta
Três obras interessantes com um descontão, até 25 reais cada.
Livros que falam de sexo
Existem dois "manuais" que explicam o sexo entre mulheres, para quem está se iniciando nas delícias do amor feminino ou quem sabe quer ter inspiração para novas práticas. Os dois já são clássicos, mas claro que a gente aqui da Malagueta precisa oferecê-los: Kama sutra para lésbicas, da espanhola Alicia Gallotti, e Sexo entre mulheres, da maluquícima americana Susie Bright. Cá entre nós (que as estrangeiras não leiam essa opinião), acreditamos que nós, brasileiras, damos de dez a zero em sexualidade nessa turma do norte do planeta. Basta ler as descrições calientes em Shangrilá e Aquele dia junto ao mar... Como livros didáticos, no entanto, estes dois são muito bons (clique nas capas ou títulos para saber mais).
Cassandra Rios, pioneira da literatura lésbica brasileira
Cassandra Rios, cujo nome real era Odete, nasceu em 1932 em São Paulo e faleceu no dia internacional da mulher, 8 de março de 2002. Foi uma escritora polêmica que ficou conhecida pela ousadia de suas obras, consideradas por alguns como pornográficas, por outros como irresistíveis. Nas décadas de 1960 e 1970, foi das autoras brasileiras que mais vendeu livros, chegando à marca surpreendente de 300 mil exemplares por ano, algo de que apenas Jorge Amado chegava perto na época. Foi também uma das mais perseguidas pela censura, tendo tido nada menos do que 34 de seus romances retirados de circulação pela ditadura militar. Suas obras misturavam lesbianismo, cultos umbandistas, negócios e política, mas ela marcou a imaginação de milhares de adolescentes e jovens com as descrições diretas, sem rodeios, de encontros sexuais os mais variados. Pode-se dizer que foi a primeira escritora brasileira a mostrar a mulher como um ser sexual, com desejos próprios muito além de ter filhos. Foi também a pioneira em retratar as lésbicas nas letras brasileiras, ainda mais por apresentá-las como pessoas cuja natureza é homossexual, não resultado de doença ou passível de re-educação como se acreditava na época. Temos orgulho de colocar à disposição de nossas leitoras as obras atualmente em catálogo com temática lésbica desta escritora excepcional: Eu sou uma lésbica Relato de 1980, super direto, que conta a fascinação da menina Flávia pela linda vizinha, dona Kênia. Você não vai acreditar nesse final, é uma surpresa e tanto! As traças Andréa é uma adolescente que se apaixona loucamente pela professora de história, dona Berenice. Sem saber como lidar com seus sentimentos desvairados, ela vai experimentando o mundo de sua sexualidade proibida.
Boleros de papel
Diedra Roiz sabe como mexer na emoção das mulheres. Seus contos vão ali direto no que incomoda, interessa, excita as lésbicas, tanto que é uma das autoras favoritas pela internet. Uma chefe ordena à sua assistente que seja sua. Uma garota considera o envolvimento a três. Uma mulher se sente exilada da sua própria vida. Boleros de papel, ao som de muitos ritmos e músicas.